Caracterização

O Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Mondego desenvolve-se ao longo do vale central do rio Mondego, entre Coimbra e Figueira da Foz. Engloba os afluentes Ançâ e Fôja na margem direita e Cernache, Ega, Arunca e Pranto na margem esquerda, perfazendo uma área potencial de 12.000 hectares.

A sua construção iniciou-se na década de 80 e até 2025 foram equipados 13 Blocos de Rega, representando uma área de quase 7.000 hectares. Após a sua completa implementação, o Aproveitamento possuirá áreas regadas nos concelhos de Cantanhede, Coimbra, Condeixa, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Pombal e Soure.

Para além da área equipada, é providenciada água a mais 3.000 hectares correspondentes aos regadios imperfeitos dos vales do Pranto, Arunca e Fôja. No total, é fornecida água a quase 10.000 hectares com ligeiras variações ano a ano, dado que a adesão ao regadio é bastante elevada.

A origem da água é o Açude-Ponte de Coimbra, ponto inicial de desenvolvimento do Canal Condutor Geral que abastece todo o Aproveitamento, exceto o Bloco da Margem Esquerda que possui adutor próprio.

A estrutura de propriedade caracteriza-se por minifúndio, tendo 90% das parcelas áreas inferiores a 2,5 hectares. No perímetro de rega equipado a área média por beneficiário é cerca de 6 hectares sendo que 46% das explorações compreendem áreas inferiores a 1 hectare.

No perímetro de rega equipado predominam as culturas do milho a montante (67%) e do arroz a jusante (25%).

No perímetro equipado o regadio é feito através de redes secundárias de rega, com condutas enterradas em baixa pressão. A drenagem dos terrenos é feita por valas abertas e a circulação no interior da malha de lotes é feita por caminhos de terra. Nas zonas de regadio imperfeito a água é transportada para os agricultores através de valas e eventualmente bombada para terrenos com cotas mais elevadas.